Carol Sartorio

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Quem é você de verdade?
Você não é um nome, ou um tamanho, ou altura.
Você não é uma idade, não é de onde veio.
Você é seus livros preferidos e as músicas da sua cabeça.
Você é seus pensamentos, o que você come de manhã no sábado.
Você é milhares de coisas, mas todo mundo escolhe ver as milhares de coisas que você não é.
Você não é de onde vem, você é pra onde vai.
E eu, gostaria de ir junto

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É hora de fechar a porta.

E a janela, e saída de emergência. Está na hora de parar de acreditar, parar de esperar. Acontece que  não se pode ter tudo na vida, sempre vai ter algo capengando, cabe a você escolher entre a prioridade de algo que vai lhe fazer feliz pro resto da sua vida, ou a prioridade de seguir suas ambições, fechando portas para todo o resto do mundo, dando-lhe felicidade temporária e material. 

Passaram-se anos em que eu sempre me dediquei a felicidade temporária. Até perceber o quanto isso é triste. Depois de presenciar alguém da minha própria família cometer esse erro, decidi procurar a minha própria felicidade eterna, seja ela qual (o que ou quem) for. Tarefa que por si só não é nada fácil, um caminho complicado, com muitas dores, decepções, mentiras, mas posso dizer…? Vale apena. Passei um bom tempo me prendendo a depressão de ter me doado tanto por alguém, e receber um balde de falta de consideração em troca. Da mesma forma que passei um bom tempo reclamando e choramingando da minha solidão (não o fato de estar só, mas de se sentir só.) Hoje consigo passar um belo dia sem sequer reclamar sobre algo, e isso, pura e simplesmente porque passei a acreditar que se uma pessoa ‘me perdeu’ na vida dela, eu não tenho nada que me sentir culpada. Pelo menos, não no grau que eu geralmente sentia, de que eu era o problema, ou que eu era um pedaço de nada estúpido. Não. Não é assim que funciona. Aliás, na maior parte do tempo as pessoas só sabem apontar o dedo na sua cara e dizer “você fez isso errado.” Se eu sei (ou descubro) que eu fiz algo errado, eu tenho a decência de assumir e pedir desculpas. Isso é tudo o que eu preciso fazer. E não ficar me sentindo culpada e tentando redimir as coisas por dias/semanas/meses/anos com alguém que simplesmente não está nem aí. 

Ainda mais quando o erro que destruiu muitas coisas não foi cometido por mim.

Também voltei a me divertir sozinha, com minhas próprias criações mirabolantes, textos, vídeos, roteiros, desenhos, livros, estudos.  Porque eu, e a minha vida, somos mais do que a sensação de culpa e traição. Chega uma hora que cansa abaixar a cabeça e implorar por conserto. Eu sei do que eu sou capaz sozinha, e o quão boa eu sou em algumas coisas. E sabe, uma hora alguém vai dar valor a isso, alguém vai querer isso por perto, eu não preciso ficar me desesperando e implorando por nada. O mundo é daqueles que se arriscam, que se aventuram e se esforçam. Quem fica em cima do muro e se tenta se privar de dores, medos e afins, não chegam a lugar algum. A gente precisa cair pra aprender a levantar. Da mesma forma que precisamos apanhar para aprender a bater. E isso se encaixa em absolutamente tudo na vida.

Eu sou boa em cuidar de mim, tentar consertar e melhorar todos os dias para ser um ‘eu’ ainda melhor. E ninguém precisa apontar dedo nenhum para mudar isso ou tentar se meter.

Eu não sei ainda se minha felicidade eterna vai ser encontrada na formação de uma família, ou na realização de um sonho, ou numa viagem fantástica. Mas eu sei que ela está por aí. E eu sei que sou capaz de encontra-la. Agora entro em um mundo de ou soma, ou some. Porque de gente tentando me derrubar, me incomodando ou estressando, meus últimos dias já foram cheios. Chega de vírgulas, eu quero é ponto final. O foda-se tá ligado para tudo aquilo que só veio para perturbar. Quem quer, quem gosta, fica. Os outros vão. 

Com isso eu fecho aqui uma porta, lacro todas as entradas possíveis e imagináveis. Fechando um ciclo de muitas dores que conseguiram superar a alegria (infelizmente). E abrindo uma nova porta, para um novo mundo, cheio de sorriso e esperança, não só para mim mesma, mas como para o resto do mundo.

Porque eu sei que posso e mereço BEM mais. 

~

(Carolina Sartorio)

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Eu não quero perder tempo.

Não quero gastar nossos momentos ficando de mal contigo. Errou, reconheceu, pronto. Faça-se as pazes, peça-se as desculpas e vamos em frente. Erros? A gente rabisca amor por cima e segue nossa vida. O que não admito é deitar na cama e sentir a cabeça latejar porque em algum momento não resolvemos nossas pendências e fomos dormir brigados.

Eu odeio dormir brigado com você.

Há quem ache estranho. Cinco minutos depois de caras feias e algumas palavras mais pesadas, já estamos conversando ao pé do ouvido e fazendo as pazes. Ora, eles que fiquem remoendo suas picuinhas. Se não entendem o que se passa aqui dentro, que nem ao menos tentem descobrir. Nossa relação é meio maluca, sim, mas é nossa. Minha, sua e de mais ninguém.

Vamos combinar? Já passamos da idade de fazer bico e deixar que algo pequeno entre no meio e atrapalhe. Por mais que a gente se sinta atingido por coisas bobas e faça outras idiotices sabendo que o outro pode ficar incomodado, aqui o que é ruim não se cria nem evolui. É cortado qualquer mal pela raiz assim que detectada a sua presença.

Até porque, a gente já se conhece bem.

Todas as minhas caras e bocas estão mapeadas e você sempre sabe quando eu tô estranho. Do lado de cá, também já consigo bater o olho em você e saber que algo não está certo. No pacto feito de relatar qualquer pedrinha que entre nos nossos sapatos, vamos aparando qualquer aresta que possa nos machucar.

Não há porque ficar de birra ou cultivar uma discussão mal resolvida. Com tanto a amar, beijar, abraçar e carinhar, a gente vai gastar vida com briga? Eu me recuso. E jogo até sujo pra te fazer sorrir comigo de novo. Faço cócegas, careta e só não conto piada porque não sei. Amor, não quero perder um segundo. Nosso tempo é contado, mas cada dia bem vivido se torna um pra sempre.

Ser feliz há de ser nossa lei.

(Gustavo Lacombe)

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Sossego

Quem me conhece sabe que eu não sou o tipo de garota de vários e uma noite só. Ouso dizer que talvez nunca tenha sido. Quem me conhece também sabe da minha tendência de amadurecer um pouco mais rápido, mas não estou aqui para discutir isso.

Muitos podem olhar pra mim e dizer, “você está na melhor fase da sua vida, vai pra balada, enche a cara, pega geral, curte e blablabla”, repito: não sou assim, não funciono assim. Na real, eu consigo confessar que não quero mais “procurar um homem certo pra mim” e ficar quebrando a cara o tempo todo, por que convenhamos, durante a adolescência isso acontece bastante. Já com o pé nos meus 19 anos eu penso que queria alguém. Mas assim, alguém de verdade. Sabe aquela velha história, de casais que se conheceram sei lá, no Ensino Fundamental e estão juntos e casados agora com seus 40 e poucos anos? Eu quero isso pra mim. Quero muito.

Quero sossegar dessa coisa de procurar, quero sair pra balada com uma pessoa do meu lado, ver nós dois bêbados dançando no meio do nada, mas voltar para casa, tomar um banho juntos e deitar pra ver um filme. Quero o calor sincero entre dois corpos. Quero aquele beijo entrelaçado a um sorriso. Quero brigar porque o quadro da sala tá torto e ele teima que não tá. Quero cócegas no sofá. Quero fazer café da manhã. Quero aquele abraço surpresa, aliás, quero surpresas. Quero uma flor no trabalho. Quero aventuras. Quero filmes na última sessão do cinema. Quero a rotina, mas também quero a quebra dela. Quero acampar. Quero planejar viagens. Quero bichos de estimação. Quero festas. Quero bagunça na cozinha as 2 da manhã. Quero a sedução. Quero as piadas sem graça. Quero os amigos lá em casa. Quero um apê, nosso apê. Quero uma vida juntos. Quero sonhos construídos e realizados. Quero a saudade de uma viagem separados. Quero a sexta da galera, o sábado só a dois, e o domingo com a família. Quero dormir e acordar ao lado de alguém. Quero um bilhete “eu te amo, fui trabalhar, nos vemos de noite”. Quero chegar em casa e ver velas, um jantar. Quero mandar uma mensagem com um ponto de encontro surpresa. Quero rodar o mundo com a mão na mão dele.

E um dia, quem sabe, um casamento. Não acho que isso seja o essencial, nem mais importante do que tudo o que eu falei ali em cima. O amor por si só já vale mais que tudo. Quero o Always do meu Forever. Quero meu infinito. Porque pra mim de nada adianta deitar ao lado de vários, não estando com o que vale apena de verdade. Amor é amor, o resto…é resto.

Espero me encontrar, e o encontrar, ao longo dos próximos anos, mas não quero que demore não. Sei que tudo tem seu tempo, mas eu tenho muito amor pra dar aqui dentro. E se ele estiver bem debaixo do meu nariz, que eu descubra logo.

Venha logo meu amor, eu espero você.

~

(Carolina Sartorio)

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Broken Dreams

Todos nós somos movidos por sonhos.

Sejam eles grandes, pequenos, possíveis, impossíveis, todos nós temos. Eu sou daquelas que acredita que quando paramos de sonhar, paramos de viver, por essas e outras, desde pequena nunca parei.  O primeiro sonho que eu me lembro (e como minha memória é fraca já aviso que eu só lembro das coisas que eu sonhei a partir dos 10) era conhecer Paris. Esse foi um sonho que durou muitos anos, se tornando até a promessa, não realizada, do meu aniversário de 15 anos.  Conforme eu fui crescendo, ele foi se expandindo. Quando se trata de viagens, oficialmente, meu sonho atual é conhecer a Europa, de cabo a rabo se eu puder. Mas principalmente: a Alemanha.

A promessa quebrada de viajar quando eu fizesse 15 anos, provavelmente foi a maior e mais dolorida decepção que eu já tive. Sabem porque eu não fui? Dinheiro. Óbvio que em um primeiro momento, eu compreendi, sosseguei, deixei isso para ‘outra oportunidade’. E então, 6 meses depois assisti meus pais irem para o Canadá sem mim. Foi assim que nasceu a maior ferida que eu tenho na vida. A maior decepção, a maior frustração quando se trata de pais e promessas.

Tive a oportunidade de viajar nessas férias. Meu plano? Fazer um intercâmbio de 15 dias para a Alemanha, onde eu estudaria o idioma. O que eu ouvi? “Não pode, não temos dinheiro……..porque você não vai para o Canadá?” aceitei. Não era o que eu queria, mas aceitei. Deu errado pois meu visto estava vencido. E aí veio a maldita pergunta “Vamos para Disney?” vamoS, no plural. Quem me conhece, sabe que eu cago pra Disney. Não é meu tipo de passeio, meu tipo de coisa. Aceitei. Moldei a viagem para ser o mais agradável e interessante pra mim o possível e viajei com minha mãe. Foi bacana? Foi. Foi uma PUTA viagem? Não. Mas valeu? Valeu. Valeu até eu parar para refletir, que com a grana que a gente viajou, eu poderia ter feito meu intercâmbio tranquilamente. Surge aí minha teoria mais recente: meus pais me prendem aqui porque têm medo que eu faça qualquer coisa sem eles.

Sabem como eu comprovei essa teoria? Aguardem.

 Em paralelo a isso, meus sonhos profissionais. Esses foram engraçados, durante a minha adolescência eu quis ser jornalista, atriz, astronauta, bióloga até me encontrar na publicidade e largar mão de tudo. Foi o fim de uma fase.  Com 15 anos eu decidi que ia tentar, ao máximo, fazer intercâmbio no Ensino Mérdio. Tarefa que, obviamente, não foi bem sucedida. Aceitei a própria derrota e prometi a mim mesma que faria faculdade no exterior.

Hoje, com 18 anos na cara e prestes a me formar no técnico de publicidade, tenho a certeza que não farei faculdade no exterior. O porque? Primeiro o dinheiro, nesse caso eu sei que não é possível mesmo. Então eu tomo a seguinte postura: fiz um ensino médio de MERDA, por minha culpa em grande parte. Hora de fazer o que? Uma puta faculdade boa. Acho que é o que qualquer um com bom senso pensaria.

Com essa conclusão, sabendo o que eu quero fazer, arranjei a faculdade perfeita. Topo no ranking de melhor do país na minha área, preço bom, a 6hrs de casa, no lugar que eu mais adoro nesse país, e com a vantagem de ficar no centro do mercado publicitário, seja ele nacional ou internacional. Tem uma complicação? Claro que tem, por mais que ela não seja cara, não é na minha cidade, eu teria que me virar de alguma forma que não seria exatamente barata.

Decidi então voltar a trabalhar. Juntar dinheiro, ajudar meus pais a me bancar no começo até que fosse possível eu me virar. Sem grandes luxos, sem grandes mimimis. Estudar mesmo. Quero ser alguém. Quero fazer algo direito.

A única faculdade que eu faria aqui na minha cidade, é a PUC. Porém eu conheço muita gente fazendo o meu curso, dizendo que é fraco, que os professores não são tão bons e que tudo é muito vago. Paro então pra pensar, como eu, me formando em um técnico, vou aprender algo de novo num lugar que é tido como ‘vago?’. Em adicional, conheço uma negada que tá fazendo o curso porque foi o único que conseguiram entrar. Pensa o tesão e o desafio que é ficar numa sala com todo esse problema? Pois é. Dentre outras coisas que não prefiro citar.

Eu coloquei como uma opção, porque dentre as piores ela é a melhor. (pelo menos pra mim)

Enfim, consegui convencer meus pais a tentar fazer vestibular na outra cidade, com mais opções, mas em foco na tal faculdade perfeita. Com o passar dos dias, eu fui sendo desmotivada com palavras como “você não vai passar”, “se você passar, nós não vamos te ajudar”, “não quero que você saia daqui”, “você não tem responsabilidade para viver sozinha.”

E por último saiu o ultimato de que ninguém iria me apoiar a fazer uma faculdade MUITO MELHOR do que a que tem aqui. Primeiro me vieram com a desculpa de dinheiro. Mas sabe, eu paro pra pensar, quem banca viagem pra Disney, quem quer me levar pra África, e sei lá onde diabos a quatro, e quem gasta uma fortuna numa loja fora do país. Vem me dizer que não tem dinheiro para eu estudar? Sério? Eu compreendo que seria um aperto. Mas não é nada impossível. Absolutamente nada. Eu entendi então que é completa má vontade dos meus pais. Porque eles tem medinho de ver que eu cresci, medinho de ver que eu quero correr atrás das melhores oportunidades que eu tiver, medinho de me ver saindo do esconderijo em baixo da asa deles. E querem saber? Eu to cansada.

Que tipo de pais negam uma boa educação para os filhos? Me digam?

Querem que eu fique aqui? Tudo bem. Agora vamos arruinar minha vida futura por causa deles. Vou aceitar fazer uma faculdade meia boca, com gente meia boca. E ser meia boca. Ser mais uma no meio da multidão. É isso que eles querem, não é? Agora eu tenho que ser uma ninguém.

Abre-se então a segunda maior ferida da minha vida.

E sabem o que mais? Eu não estou querendo resistir a essa ferida. Eu não tenho força pra resistir a uma segunda ferida. Porque eu simplesmente não posso aceitar meus próprios pais, pessoas que deveriam me amar incondicionalmente, não me apoiando em nada MAIS UMA VEZ, desejando que eu seja uma qualquer só pra ficar debaixo da asa deles. (o mais uma vez é porque ninguém achava que eu me formaria pelo ENEM, e cá estou, formada.)

Minha única vontade nesses últimos dias tem sido acabar com tudo. A começar acabando comigo. E poupar tanta dor dentro de mim.

Como você se sentiria quando vê seu sonho mais intenso se deteriorando na sua frente? Eu vi o meu. E como eu disse lá em cima, pessoas sem sonhos param de viver.

The end.

~

Carolina Sartorio

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Como deveria ter sido.

Já comentei que odeio domingos? É. Eu odeio domingos. Não só porque a segunda feira vem logo em seguida, mas também por ser um dia que transborda preguiça. Levantei  tarde como de costume, e, para variar, minha mãe tinha ido trabalhar. Depois de aparentemente fazer uma enorme força, levantei da cama, me arrastei até o banheiro e tive uma daquelas tentativas frustradas de parecer gente logo quando acorda. Desci as escadas lentamente, seguindo meu instinto de fome, peguei meu cereal, e quando finalmente ia sentar no sofá, notei que não estava sozinha.

Bryan estava sentado no meu sofá. O culpado das minhas noites em claro.

- O que você está fazendo aqui? - disse petrificada no meio do corredor.

- Peguei as chaves com sua mãe, precisava falar com você - ele forjou um sorriso

- Bryan, não. Eu não posso passar por isso de novo, eu disse que não queria mais conversar com você. Você teve uma semana inteira para me dizer qualquer coisa e não o fez, não posso ficar me iludindo. Tá na hora de eu seguir em frente, pode por favor ir embora? - larguei meu cereal no canto da escada e abri a porta.

- Não! Kath, espera! Me dá só 5 minutos. 5 minutos antes de você me jogar pra fora da sua vida de novo. Me deixa tentar explicar todo esse amor que está preso aqui dentro. - ele tinha levantado e estava parado bem na minha frente, com os olhos de quem de fato estava desesperado para falar.

Suspirei.

- 5 minutos.

- Me desculpa. Me desculpa por ter te decepcionado tantas vezes. Me desculpa por nunca ter tomado as atitudes que eu sabia que você gostaria que eu tivesse tomado. Me desculpa por ter te tratado tão mal por meses, por não ter te ouvido! Me desculpa por não ter vindo antes, eu não sabia se era certo, fiquei com medo de você me expulsar de novo. Mas eu estou aqui agora, e queria me desculpar de tudo o que eu já fiz de errado. Queria mostrar pra você que eu posso ser diferente, que nós podemos ser diferentes. Me dá uma chance de te mostrar que eu mudei. Que eu posso ser o cara que você sempre quis.  Eu…

Nesse meio tempo já não conseguia conter minhas lágrimas. Era tudo tão dificil, tão complicado. E agora simplesmente enterraríamos tudo para dar início a uma nova chance. Uma nova chance de verdade. Será que eu estou preparada pra isso? Será que eu aguento me ferir mais uma vez? Bom, talvez pior que eu estou, não dê pra ficar. Eu sei que sinto falta dele. Preciso fazer algo a respeito, não dá mais para ficar apenas remendando os pedaços.

- … sei que pode tudo parecer uma bagunça agora, mas acho que se a gente… - ele continuava falando sem sequer perceber que minha mente já estava ignorando todas as mesmas declarações dele.

Então eu simplesmente o abracei. No meio do discurso. Senti o calor do seu corpo cruzando o meu novamente, e aquele aperto de abraço sincero, de duas pessoas que se amam. Depois de olhar sorrindo para ele, o beijei. O beijei deixando tudo para trás, aceitando todos os erros, fossem meus, ou dele, e dando chance para acreditar mais uma vez em todas aquelas promessas. Era um novo tempo para nós dois.

E eu estava disposta a arriscar tudo, uma última vez.

~

Carolina Sartorio

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Palavras vazias de um poema mal escrito

Como podem os individuos mais malditos do planeta se auto-denominarem genios?
Como podem os vazios permanecerem vazios ainda que nunca, sequer uma vez, sós?
Como podemos acreditar que a morte, nos é cruel e injusta, quando muitas vezes nos salva de almas sombrias?
Tantas perguntas a serem respondidas. Tantas pessoas sendo usadas feito objetos de uma prateleira empoeirada.
Tanto tudo, tanto nada.

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Lavanderias.

Eu gosto de lavanderias. É. Isso mesmo. Lavanderias. Não a que você provavelmente tem perto da cozinha na sua casa. Me refiro àquelas de rua mesmo, que de vez em quando você, ou sua mãe, leva algum vestido, ou roupa de cama para lavar. Hoje mesmo eu passei em frente de uma. E eu não sei explicar porque diabos eu gostei tanto de ter passado 10 segundos de frente para a porta.

Talvez seja o cheiro. Cheiro de ferro quente. De roupa lavada. Ou talvez a lembrança de bolhas de sabão, o barulho da máquina, da água… Eu não sei. Mas me vem um ar extremamente aconchegante em tudo isso. Me dá uma vontadezinha louca de entrar e ficar ali, curtindo a lavanderia.

Eu juro que não queria parecer maluca, nem postar um texto idiota para vocês. Porém eu estou sentindo falta do aconchego. E cada vez mais as coisas pequenas me fazem feliz.  

Sei lá.