Talvez eu possa ser mais feliz. Talvez isso vá acabar. Talvez a gente pare de fingir. Talvez o futuro seja melhor. Talvez, talvez talvez. São tantos ‘talvez’, com uma única condição: que um dia isso mude. Mude porque eu não nasci pro comum, pra monotonia, não nasci pra me comodar com a infelicidade e a proporção que as coisas tomaram. Não nasci e nem quero. Diga-se de passagem, que nadar contra a maré e tentar eu mesma lutar contra isso apenas, não rende o resultado que gostaria. Talvez seja hora de continuar lutando, mas ao mesmo tempo esperar pelo tempo e que o ‘talvez’ se torne uma quase certeza. Certeza essa, que nem eu, nem ninguém sabe se existe. Porque no fundo ninguém sabe nada sobre ela.
Perdi muitos desejos, não tão antigos, perdi algumas manias, e até algumas crenças. Se colocar na balança, talvez eu tenha perdido muito mais do que ganhei. Mas não posso desprezar ou menosprezar os ganhos, todos eles muito mais válidos do que qualquer turbilhão de perdas. O fato é que: o perder pesa, o perder cansa. E aí toda as vezes que eu tento me contentar com o ganho, eu vejo que está difícil de continuar. Me vem mais um momento de fraqueza, mais lágrimas e descontentamentos, um suspiro de coragem e ‘lá vamos nós de novo’. Quem nunca passou por isso? Quem achou que seria a última vez, a umas 12 vezes atrás? Quem nunca levantou e suspirou desejando não levantar, não enfrentar mais um dia como todos os outros?
‘Tentar olhar o lado otimista da coisa’. Pro inferno com o lado otimista. Não quero perder tempo imaginando e me iludindo, sendo que na sua mais nua e crua versão, na verdade, isso tudo é um inferno. Não procuro atingir a perfeição. Aliás, eu me satisfaço muito facilmente com o pouco. Mas hoje, atingir esse pouco é o que falta. Esse pouco, parece muito de frente a tanta coisa que tenho passado. Esse pouco, todo dia bate na minha cabeça e diz ‘e aí, quando você vai me ter?’.
Alguns aspectos da minha vida, não poderiam estar melhores. E eu só tenho a agradecer por eles. Pois, caso não estivessem, eu poderia estar em um caos muito maior. As vezes, até me sinto mal, por estar afetada com a quantidade de ‘talvez’ e de ‘poucos’ na minha vida, e não aproveitar suficientemente o que está bom. Com certeza virão indivíduos que falarão que eu reclamo de barriga cheia. Bom, que falem! E que venham! Talvez eu reclame mesmo, ou talvez não me conheçam o suficiente para saber o que é que se passa, ou o que me sustenta. Nunca fui pessoa que liga pro extremo material, pro consumismo. Nunca. Também nunca fui atrás do espiritual. O que me sustenta vai muito além do que palavras e gestos podem explicar.
Voltando, ou tentando voltar ao assunto: sentar para escrever decentemente deixou de ser um hábito. Algumas frases e rabiscos em cadernos, a mente sempre longe, mas falta a vontade. Porque eu estou tão de saco cheio de tanta coisa, que até sentar para escrever dói e cansa. Acho que é aí que eu descobri que a porra tá séria. Apesar de tudo, a escrita sempre foi mui refúgio e sempre foi o que me salvou. E hoje, nem ela eu estou conseguindo manter. Tenho medo de perder tudo, pela minha atual fraqueza. Tenho medo do que posso perder. Tenho medo do quão insuficiente eu sou pra tanta coisa. Do quão fraca eu sou. Tenho medo do futuro todo na minha frente, e da pressão que me fazem com ele. Tenho medo porque eu sou pequena, sou um grão de arroz jogado no meio de uma multidão. Mas apesar de tudo, um grão de arroz armado e que tenta, na sua mais minima forma, lutar, pra chegar em algum lugar.
Então talvez isso passe, talvez eu vença, talvez eu atinja o meu pouco. Talvez eu sorria, talvez eu chore, talvez tudo volte ao normal, ou se torne um novo normal. Talvez a monotonia fuja de mim, talvez a solidão não me toque, talvez eu conquiste a minha verdadeira independência.
Ou não. É,
Talvez.
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(Carolina Sartorio)
Parece que tudo conspira contra você. E esse silêncio maldito te domina, te implora para fazer algo que não quer fazer, porque seria mais fácil. Seria muito mais fácil, não enfrentar essas dificuldades. Seria muito mas fácil sumir, fugir de tudo e simplesmente fazer o que você bem entende, até que outro obstáculo surgisse. Seria muito mais fácil, desistir. Seria mais fácil.
Porém, o fácil não é o que me agrada. Um pedaço me pede para ir, e outro para ficar. Mas na balança, o que é mais forte é o sentimento bom, contrário a essa solidão tremenda. Que puxa e domina a seguir um ciclo melancólico e vicioso. Ciclo este, de preocupações e dores desnecessárias. O problema, está em segurar tudo isso. Arranjar forças para continuar. Porque quando o fácil bate em sua porta, é muito tentador atende-lo, mesmo sabendo que talvez não seja o certo. Sabendo que talvez, doa muito mais.
E ai eu me pergunto, o que é que estou fazendo aqui ainda. Porque me recuso a atender a porta?
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(Carolina Sartorio)
Porque sempre existe aquela probabilidade de sua vida estar seguindo uma linha torta. E geralmente, essa linha está indo para baixo. Se você é como eu, o pessimismo toma conta, e aí chegamos naquela velha frase “Estou na merda e daqui não saio”. É, eu estava pensando isso, bom, pelo menos até 5 meses atrás. Eu nunca fui muito boa em, sabe, ouvir as pessoas. Nunca fui boa em sequer prestar atenção nelas. Durante anos, meus amigos reclamaram que eu era teimosa demais, que eu só falava e não dava atenção. Depois de um tempo eu fui aprendendo com isso e conheci pessoas maravilhosas as quais eu sempre tento dar o máximo de atenção possível.
Enfim, o assunto não era bem esse. Digamos apenas que ai então, lá por Março, aparece uma pessoa completamente diferente de todas. E essa pessoa, bom, deixa eu mudar um pouquinho… Esse ‘cara’, era interessante, divertido, inteligente e sabia conversar. Ah, como sabia. Não fechava a matraca, diga-se de passagem, mas eu queria ouvir. Desde o dia em que o conheci, eu sabia, que o friozinho no estomago não era a toa. Eu sabia, que aquela simples mostrada de língua minha, tinha um porque e eu iria descobrir em breve. Nunca acreditei em destino. Mas acredito na sincronidade de duas pessoas que se encontram pelo acaso. Acredito em sintonia. E quando você conhece alguém que vive em constante sintonia com você…caro leitor, é uma sensação maravilhosa. Ainda mais quando essa sintonia coexiste com o coração batendo mais forte, a felicidade inesgotável e a certeza de que tudo isso só pode ser descrito (e ainda sim é pouco) em uma única palavra: Amor.
Ah, o amor! Creio que foi um dos primeiros tópicos em textos meus. O quanto eu dizia que existia muito mimimi (e de fato, existe) e muita babaquice em meio a tudo isso…Em partes, até acertei em algumas coisas, acho até que o que mais existe hoje em dia é inveja alheia, o que definitivamente, não vem ao caso. É só quando o sentimento verdadeiro aparece em nós, que sabemos o quanto isso é coisa de louco (de louco mesmo, não existe jeito melhor de descrever), o quanto isso faz você enxergar um lado seu que nunca pensou que existia. Bom, eu fico grata de ter dado tempo ao tempo, de não ter corrido atrás desesperadamente. De ter deixado esse sentimento me encontrar. Porque foi assim que eu cheguei ao estado que estou hoje: Completamente, inegavelmente apaixonada. E sem medo nenhum de estar assim. Sabem porque?
Porque o tal ‘cara’ que trouxe isso a tona, é o homem que mais cuidou de mim em 5 meses. Que mais me fez feliz, fez tudo ter sentido. Que concertou minhas linhas tortas. E me fez ver, que existe sim, a possibilidade de nos apaixonarmos por alguém e isso valer apena. Me fez ver, que ainda existe romantismo sem clichê. Que existem pessoas que se importam. Me fez escrever mais textos do que eu pensei que conseguiria. Esse tal de Lucas, mudou a minha vida, e continua mudando todos os dias. Sabem o que mais? Eu sou muito feliz de poder dizer isso. Poder dizer que ele faz parte da minha vida.
Saber que todo o meu esforço em tentar acertar com uma pessoa, deu certo. Saber que me apaixonei por um sorriso. Saber que sou a pequena de alguém. Saber que está tudo muito além de quatro letras.Saber que esse homem traz a melhor versão de mim, a mais sincera, e eu não tenho medo de mostra-la, porque alguém me aceitou assim.
Gosto de ter a liberdade de falar sobre tudo, de brincar feito criança com as coisas mais aleatórias possíveis, de morder, bater, rir, chorar, ouvir, tagarelar e simplesmente estar com ele. Saber que um cuida do outro. Saber que ele é a minha maior certeza. Amo como minha mão encaixa perfeitamente na dele. Ou quando ele brinca com meu cabelo… amo tanta coisa que prefiro guardar só pra mim. Todinho pra mim.
Olhe só, tem uma estrela no céu. E mais uma… “Céu Estrelado”, eis o nome do livro mais bonito que eu já ganhei. Agora só de olhar para uma estrela eu dou um sorriso. Porque alguém me provou que alguns infinitos são maiores que outros, mas nem mesmo a união de todos eles, é suficiente para provar o quanto podemos gostar de alguém. É a segunda vez que eu leio, que nós não devemos perder a oportunidade de dizer para as pessoas o quanto gostamos delas. Essa sou eu, aproveitando mais uma oportunidade. De dizer pro mundo que hoje, eu me tornei a pessoa oficialmente mais feliz do mundo.
E agradecer ao acaso que colocou ele no meu caminho.
“Vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, tentar ser honesta porque sei que você prefere. (…) E de alguma forma, compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.”
Amo você, Lucas Dieter. Obrigada por tudo.
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(Carolina Sartorio)